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	<title>Zen Dog &#124; Publicidade, cultura, tendências e comunicação &#187; Crônicas</title>
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	<description>Publicidade, cultura, tendências e comunicação</description>
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		<title>O ZEN NECESSÁRIO</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 18:11:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Sguassabia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[movimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Bem, ao que tudo indica o seu caso é bastante simples, embora as abordagens mais recentes recomendem uma conduta multidisciplinar com observação constante e rigorosa. Comece com três horas semanais do velho, bom e inescapável divã, nas velhas, boas e inescapáveis sessões de 50 minutos cada. Olhando para o teto, a parede, a micose na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, ao que tudo indica o seu caso é bastante simples, embora as abordagens mais recentes recomendem uma conduta multidisciplinar com observação constante e rigorosa. Comece com três horas semanais do velho, bom e inescapável divã, nas velhas, boas e inescapáveis sessões de 50 minutos cada.</p>
<p>Olhando para o teto, a parede, a micose na unha do mindinho ou qualquer outra coisa que não seja a cara do analista, vá desembuchando o que der na cachola. Mesmo que em doses homeopáticas, lembrando que homeopatia séria exige acompanhamento de médico habilitado e uma farmácia de manipulação de absoluta confiança. Acredite no que a numerologia e o baralho cigano profetizam para os seus próximos dez minutos de vida, transcenda os véus ilusórios da razão e visualize o terceiro chakra cercado de runas e patuás de Oxóssi por todos os lados.</p>
<p>Caso não consiga visualizar nitidamente, é aconselhável consultar um iridólogo que prescreva shiatsu e florais concomitantemente à terapia de vidas passadas. Leia o Livro dos Espíritos da página 129 até a 354 no mínimo duas vezes ao dia, logo após o Bhagavad-Gita, enquanto banha-se de luz azul num ofurô de bom tamanho &#8211; mantendo obviamente a face voltada para Meca e o pensamento focado em Buda. Inspire pelo nariz e expire pela boca, em movimentos abdominais ritmados e profundos, tendo em mente que o alcaçuz in natura apresenta propriedades terapêuticas conhecidas desde os tempos do império asteca, o que pode ser particularmente benéfico no seu caso.</p>
<p>Repouse suavemente os braços sobre as pernas, diga “OM” enquanto faz do-in e conserve atitude positiva diante dos percalços, ainda que você deva estar o tempo todo sem sapatos para captar da terra a energia telúrica. Contudo, jamais encare descalço o Caminho de Santiago, mesmo que o referido caminho seja para você uma excursão de 3 dias para a capital do Chile, com traslado, café da manhã e city tour. Em seguida, para saber se está ou não sob efeito hipnótico, ordene que sua mão esquerda comece a formigar. Formigando, junte-a com a direita em posição de prece acima da cabeça, mantendo a postura de lótus e o ambiente aromatizado com incensos de sândalo, rosa branca e limão cravo. Qualquer que seja a resposta do organismo, a radiestesia xamânica é não apenas útil como enfaticamente recomendada, tanto pelos monges tibetanos quanto pelos frades da Ordem Terceira do Divino Sacramento.</p>
<p>Terminado o procedimento e feita a pós-assepsia prescrita na segunda série de exercícios de pilates, repita a operação todas as vezes em que, a leste da constelação de Andrômeda, surgir uma estrela âmbar. Persistindo o estado inicial, é hora de lançar mão do reiki, da yoga, do feng shui, da mandala, da massagem ayurvédica, da cabala, da cura prânica, da terapia holística, do mapa astral, do tarô, da gnose, da massoterapia e da acupuntura, necessariamente nesta ordem. Ou não, se assim sentir-se mais confortável.</p>
<p>Minha homenagem ao Jornalzen, que há 5 anos vem conseguindo colocar ordem e sentido na bagunça aí de cima.</p>
<p>© Direitos Reservados</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-657" src="http://zendog.com.br/wp-content/uploads/2009/12/zen.jpg" alt="zen" width="500" height="487" /></p>
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		<title>A/C DO SETOR DE RH</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 06:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Sguassabia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>

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		<description><![CDATA[DADOS BIOGRÁFICOS Março 1985 Primeira comunhão, no dia 16 do mês em epígrafe, tendo como orientadora a catequista Irmã Luiza Habemus. Em 1983, no decorrer do quarto ano de preparação, conquistei monitoria na matéria “Pecados Veniais – II”. Junho 1974 Batizado, no dia 30 do mês em epígrafe, na Igreja São Judas Tadeu, seguido por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>DADOS BIOGRÁFICOS</strong></p>
<p><strong>Março 1985</strong><br />
Primeira comunhão, no dia 16 do mês em epígrafe, tendo como orientadora a catequista Irmã Luiza Habemus. Em 1983, no decorrer do quarto ano de preparação, conquistei monitoria na matéria “Pecados Veniais – II”.</p>
<p><strong>Junho 1974</strong><br />
Batizado, no dia 30 do mês em epígrafe, na Igreja São Judas Tadeu, seguido por recepção aos convidados no salão de festas da mesma. Camafeus de nozes e barquinhas de maionese foram fornecidos pelo “Buffet  da Rosa”. Celebrante: Padre Zebedeu Dias.</p>
<p><strong>Fevereiro 1974</strong><br />
Nascimento, no dia 12 do mês em epígrafe, na Santa Casa de Misericórdia Imaculada Conceição. Modalidade de parto: cesariana. Médico responsável: Dr. Aderbal Loureiro da Mota Diniz.<br />
Período de incubadora:11 dias. Data da alta: 23/02/1974.</p>
<p><strong>FORMAÇÃO ACADÊMICA</strong></p>
<p>1995<br />
Academia Best Body: prática de Step, Esteira e Natação, sob a orientação dos professores Michael e Benevides.</p>
<p>1992<br />
Invicta Academia de Ginástica: frequentador eventual em aulas de hidroginástica.</p>
<p><strong>EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL</strong></p>
<p>2006<br />
Trainee  na “Pipocas Nhac S/C Ltda”. Participação ativa na padronização de processos durante a etapa de silkagem das embalagens de pipocas doces. Detectei um ângulo fora de especificação na letra N de “Nhac”, fato que desencadeou a realização de recall para recolhimento do lote defeituoso.</p>
<p>2002<br />
Estágio na Petrobras  – Petróleo Brasileiro S/A<br />
Realizado ao longo de seis meses em seu Posto Autorizado, localizado à Rodovia Raposo Tavares, km 118.<br />
Gerenciamento e execução dos serviços de calibragem de pneus, dianteiros e traseiros, em pressões que variavam de 26 a 32 libras.</p>
<p>1991<br />
Fábrica de travesseiros de penas de ganso “Gansono”.<br />
Função: auxiliar de depenação de aves, responsável pela fervura da água para amolecimento das penas. Participei do concurso interno de sugestões sobre o que fazer com o resto do ganso após o abate, ficando com menção honrosa.</p>
<p><strong>CONCURSOS E PREMIAÇÕES</strong></p>
<p>2008<br />
Vencedor da rifa de ovo de páscoa, organizada pela panificadora “Grano D’Ouro” na qual concorreram aproximadamente 2876 pessoas, entre homens, mulheres, crianças de colo, guris maiorzinhos, pré-adolescentes e jovens de ambos os sexos. O prêmio foi imediatamente doado por mim à “Creche Mãe Crioula”, que promoveu nova rifa com a doação. Soube posteriormente que o vencedor desta segunda rifa doou o ovo ao “Lar Escola Farol de Alexandria”, para que fizesse uma terceira rifa, mas a instituição infelizmente recebeu o produto já com o prazo de validade expirado.</p>
<p>1997<br />
Contemplado na Promoção “Palito Premiado Yopa”. Obtive um total de dois palitos, com os quais fiz jus a dois novos picolés. Para efeito de comprovação, se necessário posso escanear os palitos, autenticar o documento em cartório e enviar ao profissional encarregado do Recrutamento e Seleção.</p>
<p><strong>PARTICIPAÇÃO EM SEMINÁRIOS</strong></p>
<p>1994<br />
Seminário Bom Jesus dos Aflitos – Pata-Choca /MS. Cursei até o terceiro ano, vindo a trancar matrícula no primeiro trimestre do ano seguinte.</p>
<p>1993<br />
Convento da Ordem Inferior dos Beneditinos Descalços – Cantilena /TO. Desliguei-me após sete meses de noviciado para montar uma fábrica de sandálias artesanais em couro, tendo o próprio Convento como cliente.</p>
<p><strong>PALESTRAS</strong></p>
<p>2009<br />
“O que engorda o gado é o olho do dono”, abordando a influência da obra de Adolfo Bioy Casares sobre a pecuária dos pampas e seu sistema de gestão.</p>
<p>1982<br />
“Amar amorosamente: uma abordagem holística” – Espaço Transcendental Guaxinim.</p>
<p><strong>PRETENSÃO SALARIAL</strong><br />
A combinar.</p>
<p>© Direitos Reservados</p>
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		<title>CEIAS</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 06:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Sguassabia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Ana Carolina parecia particularmente bela naquele Natal. Havia algo na proximidade do advento que lhe dava um frescor extra, de imediato percebido até pelos cachorros da vizinhança. Olhava sua imagem disforme numa das bolas da árvore, e só nas bolas da árvore se via deformidade. Ela, a perfeitíssima da vez, tenra como um tender. Era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ana Carolina parecia particularmente bela naquele Natal. Havia algo na proximidade do advento que lhe dava um frescor extra, de imediato percebido até pelos cachorros da vizinhança. Olhava sua imagem disforme numa das bolas da árvore, e só nas bolas da árvore se via deformidade. Ela, a perfeitíssima da vez, tenra como um tender. Era só a polpa da carne do mundo, mas uma carne casta de 14 anos, que até o Natal passado ainda acreditava no bom velhinho. O mesmo Papai Noel oficial do quarteirão que agora cofia a longa barba com olhares pouco cristãos para suas pernas. Ho, ho, ho, que ceia – pensa quase em voz alta.</p>
<p><strong>II</strong><br />
Por mais bem feito que seja, o melhor dos pudins comuns não iguala o pior Christmas Pudding, alteza das mesas todas, de South Kensington a Windsor. Mildred e Richard dividem o sofá, aprumados e solenes como numa foto de colégio. Todos os botões fechados até os pulsos e pescoços, pelo frio e pelo recato. A guirlanda na porta data da primeira grande guerra, quase um escudo de família. As 18h16, na Abadia para os ofícios litúrgicos, honrariam a tradição dos McCalister.  Nunca em mais de 800 anos alguém do clã deixou de comparecer, à noite e na missa solene pela manhã, já com o Jesus nascido e sorrindo para as vaquinhas. Enquanto isso, ele a ler e ela a tricotar. Sobravam nozes, mas faltavam dentes. Fome também não havia.</p>
<p><strong>III</strong><br />
Damasco seco seria azia na certa. Melhor evitar. Para uma véspera de Natal, a temperatura nunca esteve tão amena em Roma. Junte esse calor inesperado com os holofotes cegantes, o mundo em torno dele dentro de uma hora e meia. Precisava se paramentar, mas deixava-se ir ficando um pouco mais sob os linhos. Este sucessor de Pedro é humano antes de ser qualquer outra coisa. Um frango grelhado com arroz branco, e mais não queira inventar, Bento. A noite e a idade já vão avançadas. Cheio de vida, hoje, só o filho de Deus que nasce daqui a pouco para a redenção da humanidade.</p>
<p>© Direitos Reservados<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-654" src="http://zendog.com.br/wp-content/uploads/2009/12/ceia.JPG" alt="ceia" width="500" height="334" /></p>
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		<title>Tela Preta da Morte</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 19:04:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fred</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Preta]]></category>
		<category><![CDATA[Tela]]></category>
		<category><![CDATA[Vista]]></category>
		<category><![CDATA[Windows]]></category>

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		<description><![CDATA[Quarta-feira, dia normal de meio de semana, 14:12, foi quando o mal tomou conta do meu computador. Foi surpreendido pela &#8220;tela preta da morte&#8221;, coisa que só acontece no windows vista pelo jeito. Após 1 hora tentando resolver o problema, meu computador voltou ao normal, pior, do nada! Eu nem fiz nada e voltou ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quarta-feira, dia normal de meio de semana, 14:12, foi quando o mal tomou conta do meu computador. Foi surpreendido pela &#8220;tela preta da morte&#8221;, coisa que só acontece no windows vista pelo jeito. Após 1 hora tentando resolver o problema, meu computador voltou ao normal, pior, do nada! Eu nem fiz nada e voltou ao normal.</p>
<p>Caso essa desgraça aconteça com  mais alguem, aqui está uma das formas mais simple de se resolver essa tragédia : <a href="http://blogs.pcmag.com/securitywatch/2008/12/the_mysterious_black_screen_of.php" target="_blank">Solving Black Screen of Death .</a></p>
<p>A tela preta da morte do windows vista era apara ser um sistema anti-pirataria perfeito, mais foi abandonado no Service Pack 1 devido a reclamações de clientes que estavam a utilizar cópias originais e nào piratiadas. Parece que não deu certo para os dois lados, pois o problema ainda existe !</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.diegopessoa.com/wp-content/uploads/2008/11/blackscreenofdeath21.jpg" alt="" width="640" height="480" /></p>
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		<title>Beer Evangelismo</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 18:17:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fred</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já sacou há muito tempo que cerveja não se resume somente àquele líquido amarelo, com espuma, alcoólico e servido “estupidamente gelado”. Nos bares da vida, você até brinda com os amigos tendo à mão uma cerveja “de massa” numa boa, mas não se furta a apreciar de vez em quando (ou de vez em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já sacou há muito tempo que cerveja não se resume somente àquele líquido amarelo, com espuma, alcoólico e servido “estupidamente gelado”.</p>
<p><img title="beerevangelism31" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/05/beerevangelism31.jpg" alt="beerevangelism31" width="212" height="270" /></p>
<p>Nos bares da vida, você até brinda com os amigos tendo à mão uma cerveja “de massa” numa boa, mas não se furta a apreciar de vez em quando (ou de vez em sempre) brejas especiais, sejam artesanais brasileiras ou importadas.</p>
<p>Acontece que a cultura das cervejas de estirpe é insidiosa. Ela chega de mansinho e quando você percebe, a “doença” brejeira irremediavelmente já se instalou. Quem gosta de cerveja e adentra nesse mundo tem poucas chances de sair dele. Sempre se quer aprender mais, degustar mais, descobrir novos e surpreendentes sabores a cada dia. Afinal, como já dizia minha avó, é bem mais fácil acostumar-se com coisa boa.</p>
<p>E as boas coisas do mundo ficam ainda melhores quando aproveitadas com os amigos. Você, que recentemente descobriu o prazer das cervejas especiais, naturalmente quer reparti-lo com a turma da cevada. A expressão <em>evangelho</em> surgiu com o cristianismo e significa boas novas; <em>evangelizar</em> é espalhá-las. E, por conseguinte, <strong><em>beer evangelismo</em></strong>, palavra inventada pelos cervejeiros artesanais americanos, define-se no ato de difundir às pessoas o gosto pelas boas cervejas.</p>
<p>Mas onde isso tudo se encaixa quando os amigos do nosso círculo de relacionamento ainda acham que as “macro” nacionais são as melhores cervejas do mundo, e que degustar brejas diferentes é “frescura”?</p>
<p>O termo “cervochatice” é um neologismo impagável. Deriva de “enochato”, que é o sujeito que se acha um expert em vinhos, e adota um ar professoral e pretensioso para falar da bebida, como se somente ele conhecesse os segredos do universo. Com a recente expansão da oferta de cervejas especiais, as quais são cada vez mais frequentes até nas gôndolas dos supermercados, é natural que surjam alguns <em>cervochatos</em>, ciosos da sua pretensa sapiência em cervejas, adotando léxicos muitas vezes vagos e ininteligíveis, contribuindo para a injusta imagem de esnobismo que as brejas especiais não merecem ter.</p>
<p><img title="beerevangelism41" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/05/beerevangelism41.jpg" alt="beerevangelism41" width="162" height="218" /></p>
<p>Com os amigos do bar que você quer convencer a conhecer o mesmo prazer do qual você já desfruta (ou, no jargão cervejeiro, “beer evangelizá-los”), é preciso cuidado para não escorregar para a cervochatia, pelo menos no <em>approaching</em> inicial. Beba socialmente, e reserve a degustação para quando o momento for propício apenas pra isso. Você já sabe, por exemplo, que girar o copo e cheirar a breja é indispensável nas degustações – já que o ato “areja” a cerveja e desprende o seu aroma. Mas não se recomenda proceder o ritual na mesa do boteco, com uma <a href="http://www.brejas.com.br/cervejas/por/tag/estilo/la_ame_sta/" target="_blank">standard american lager</a> industrial, sob pena de vaia ou, na melhor das hipóteses, você sentir apenas cheiro de ovo ou papelão.</p>
<p>Não menospreze o gosto dos seus amigos ainda não <em>beer evangelizados</em>. Lembre-se que, certamente como você, eles sofreram a vida toda o bombardeio ideológico das milionárias campanhas publicitárias dos grandes grupos cervejeiros que, por meio de jogadores de futebol, sambistas e mulheres bundudas, os estimularam a consumir brejas em quantidades ciclópicas e, pior de tudo, estupidamente <em>gelaaaaadas</em>… Chegue de mansinho, convencendo pela novidade e obviedade ao invés de impor. Rapidinho vocês estarão todos junto girando alegremente os copos e dividindo prazeres e impressões sobre as brejas de estirpe.</p>
<p>A missão do <strong>BREJAS</strong>, por sinal, é justamente essa: mostrar às pessoas que o mundo cervejeiro é infinitamente mais vasto do que aquele da propaganda na TV. Com esse pensamento, a partir deste post, fica oficialmente inaugurada dentro deste Blog a seção <strong><em>“Beer Evangelismo”</em></strong>, destinada ao debate e à orientação dos leitores já <em>beer evangelizados</em>, para que espalhemos todos as boas-novas às almas ainda presas às brejas “de sempre”.</p>
<p><img title="beerevangelism1" src="http://www.brejas.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/05/beerevangelism1.jpg" alt="beerevangelism1" width="204" height="196" /></p>
<p>As postagens serão semanais, e em cada uma delas procurarei abordar um aspecto diferente sobre a difusão da cultura cervejeira, e como todos nós podemos ajudar. Com isso, promovemos o consumo responsável de produtos de boa qualidade, estimulando a indústria e o comércio a investir cada vez mais em breja boa, que é o que todos desejamos.</p>
<p><a href="http://www.brejas.com.br/">brejas.com.br</a></p>
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		<title>NOTÍCIAS FRESCAS DO VENERÁVEL DUÑA</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 09:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Sguassabia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[ócio]]></category>
		<category><![CDATA[olimpo]]></category>

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		<description><![CDATA[É certo que alguém de sua envergadura moral, investido da autoridade esotérico-telúrica com que foi agraciado pelo Olimpo, jamais deveria ser visto por aí de testa franzida, espinha arriada e olhar embaçado, sem o brilho via-lácteo de outrora. Não obstante, é assim que o Duña vem se apresentando a quem o vê em seu vagar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É certo que alguém de sua envergadura moral, investido da autoridade esotérico-telúrica com que foi agraciado pelo Olimpo, jamais deveria ser visto por aí de testa franzida, espinha arriada e olhar embaçado, sem o brilho via-lácteo de outrora. Não obstante, é assim que o Duña vem se apresentando a quem o vê em seu vagar errante por entre hortas e granjas da nossa zona rural, a esmagar rabanetes e pintinhos de um dia.</p>
<p>Decididamente, este guardião das verdades eternas há muito não é mais o mesmo. Eu, que tenho o privilégio de privar de sua intimidade, habitué que sou dos longos serões na sua choupana, afianço-lhes que a situação assim se configura e tende a agravar-se. Tantos são os pedidos de autógrafos e fotos com criancinhas ranhetas, as prescrições de rezas-bravas, os conselhos, unguentos, bençãos, imposições de mãos sobre feridas e aleijões que já não lhe resta tempo nem de remover discretamente uma cera do ouvido, quanto mais de usufruir de reparador banho de imersão nas Thermas ou de deliciar-se com duas ou três bagas de jaca ao molho barbecue, receita de família que o mestre tanto adora preparar e deglutir.</p>
<p>Tenho cá para mim que seu lado humano clama um tanto pelo ócio criativo a que os comuns dos mortais têm direito. Coisas triviais como coçar uma frieira, dar umas baforadas em seu cachimbinho de jacarandá olhando o firmamento ou trocar um dedo de prosa com seu dileto amigo Silas, discípulo desgarrado e hoje carteiro em vias de se aposentar.</p>
<p>O Duña também é gente, é bom que não esqueçamos. De carne e osso se apresenta à pecadora humanidade, que lhe ergue bustos sem cessar, de bronze e mármore de Carrara, nas praças das grandes, pequenas e particularmente das médias cidades. Talvez a causa do desalento seja faltar ao Oráculo um superior, um outro Duña ainda mais onipotente em quem se espelhar para inspirar seu sacerdócio. Imaginem vocês o quanto deve ser solitário amparar a todos e não poder lançar-se ao colo de quem quer que seja para um providencial cafuné. Ou ter de aturar um arrastão de sacripantas, batendo à sua porta às 3 e meia da madrugada, ávidos por um palpite para o próximo sorteio da Mega Sena acumulada.</p>
<p>É hora de retribuir, ao fulgurante ser duñesco, uma centésima parte das bem-aventuranças e dos casos instantâneos de cura de que nos servimos a um simples toque na sua túnica, nos bons tempos em que era moço e com a longa barba ainda ruiva. Não deixemos que a esplendorosa criatura renda-se ao poço da depressão incapacitante, que nos privaria irremediavelmente dos borbotões de enunciados, teoremas e máximas que há gerações jorram de sua boca para influenciar os destinos do planeta. Sugiro que o deixemos em paz nas suas meditações fecundas, para que dessa inércia restauradora ele ressurja em seu viço de líder espiritual. E para que possa, novamente, dirimir as indagações comuns aos gurus de sua estirpe: Qual o sentido da vida? De onde viemos? Para onde vamos? Por que os jalecos dos mecânicos irlandeses apresentam mais manchas nos cotovelos que os de seus colegas hondurenhos?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-286" src="http://zendog.com.br/wp-content/uploads/2009/08/duña.jpg" alt="duña" width="335" height="500" /></p>
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		<title>VOCÊ ERA</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 23:13:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Sguassabia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Beatles]]></category>
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		<description><![CDATA[Você era uma lacuna. Toneladas de vazio se ergueram nos arredores, demarcando seu lugar. Por essa fenda a alargar-se, um cão vaga até hoje em inanição a farejar seu rasto e a vasculhar arestas. Você era uma borracha. Das verdinhas e macias, que a gente levava no estojo, quando nem me passava pela cabeça te [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você era uma lacuna. Toneladas de vazio se ergueram nos arredores, demarcando seu lugar. Por essa fenda a alargar-se, um cão vaga até hoje em inanição a farejar seu rasto e a vasculhar arestas.</p>
<p>Você era uma borracha. Das verdinhas e macias, que a gente levava no estojo, quando nem me passava pela cabeça te tirar para dançar. O fato é que um belo dia, sozinha a ouvir Rubber Soul, você apagou o meu rosto no caderno de espiral. E exultou, ainda por cima, rindo-se do meu sumiço.</p>
<p>Você era um exaustor. Sugou o ar carregado de vagabundagem e os restos de festa que haviam. Lançou para fora do apê todas as cinzas e cacos, que devem jazer amorfos em algum bueiro da pólis. O que sobrou, se sobrou, respira com a ajuda de aparelhos.</p>
<p>Você era uma pílula de placebo com validade vencida. E eu a sentir seus efeitos me fiando no seu rótulo. Depois veio a rebordosa, que deixou tudo mais seco que verso de João Cabral.</p>
<p>© Direitos Reservados</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-281" src="http://zendog.com.br/wp-content/uploads/2009/08/cabide1.jpg" alt="cabide" width="500" height="334" /></p>
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		<title>ALEATORIAMENTE</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 18:49:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Sguassabia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Ausência de criatividade pode não significar falta de aptidão para a coisa; talvez seja simplesmente desconhecimento de técnica. Às voltas diariamente com o dilema criativo, por questões profissionais, acabei caindo recentemente num site muito interessante sobre estratégias mentais. Uma das técnicas apresentadas me chamou a atenção: a “Random word”, também conhecida como “Estímulo Aleatório”. Resumindo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ausência de criatividade pode não significar falta de aptidão para a coisa; talvez seja simplesmente desconhecimento de técnica. Às voltas diariamente com o dilema criativo, por questões profissionais, acabei caindo recentemente num site muito interessante sobre estratégias mentais.</p>
<p>Uma das técnicas apresentadas me chamou a atenção: a “Random word”, também conhecida como “Estímulo Aleatório”. Resumindo, a coisa consiste em juntar uma palavra relacionada com o problema a ser solucionado a outra escolhida absolutamente ao acaso. A partir daí, a ideia é anotar as associações produzidas por essa junção, gerando assim paralelos e perspectivas novas. É como eles dizem lá no site: “o segredo é não ficar esperando a maçã cair, mas chacoalhar a macieira”.</p>
<p>Resolvi seguir o conselho. E cruzei “inspiração”, que era a minha angústia no momento, com a primeira palavra tirada a esmo do dicionário. Fechei os olhos, abri o Aurélio numa página qualquer, corri o dedo por ela e parei: “Brotoeja”. Caramba, brotoeja&#8230; Tudo bem que a coisa toda é aleatória, mas a aleatoriedade poderia ter sido um tiquinho mais camarada. Tentei de novo. Apareceu a palavra “Empada”. Pra achar alguma liga entre “Empada” e “Inspiração”, seria preciso estar mesmo muito inspirado. E se fosse esse o caso eu não estaria ali, botando em prática a tal da técnica&#8230;</p>
<p>Ainda assim, fui em frente. Caí no termo “Tubo”. Relacionando “Inspiração” a “Tubo” fui parar numa Unidade de Terapia Intensiva, com um paciente inspirando pelo tubo de oxigênio. Bom, mas e daí? Juntei isso à combinação anterior e vislumbrei um início de história: um sujeito comeu uma empada estragada, que provocou uma reação alérgica em forma de brotoejas, que o levou ao hospital. Não, não. Sem chance de ir pra frente com esse argumento de tirar o fôlego. E pensei comigo mesmo: se a questão é estímulo aleatório, eu não precisaria necessariamente me prender ao dicionário. Pronto, achei em quem botar a culpa: os escassos estímulos do pai dos burros estavam tolhendo meu incomensurável manancial criativo. Bastava que eu olhasse à minha volta, ligasse a TV, fizesse uma caminhada e deixasse fluir os múltiplos cruzamentos que me passassem pela cabeça. Genial!!</p>
<p>Optei pela caminhada. Coloquei bermuda e tênis e pus-me em marcha acelerada, prestando atenção em tudo o que me aparecesse pela frente. Olhando para o asfalto, vi uma pequena rachadura. Esta me levou, por um paralelo megalômano, às fendas do Grand Canyon, que por remota associação geográfica me trouxeram à mente os famosos letreiros de Hollywood, em Los Angeles. Daí foi um pulo pra me lembrar da marca de cigarros. Que trouxe à lembrança a querida vovó Chiquinha, que nos áureos tempos de fumante inveterada chegava a consumir dois maços de “Hollywood” por dia. Da vovó aos bombons de cereja Prink, que ela adorava e escondia dos netos no fundo do guarda-roupa. Do guarda-roupa ao “Mistério de Irma Vap”, onde o Marco Nanini e o Ney Latorraca trocavam de indumentária dezenas de vezes a cada apresentação. Do teatro à cortina, da cortina ao pano, do pano ao tear. O tear me lembrou “tears”, das lágrimas surgiram o colírio, que me abriu os olhos e me fez parar com a brincadeira. Interrompi a caminhada e o raciocínio. Comparei a última ideia ao ponto de partida e não vi nada que se assemelhasse a um estalo redentor. Decidi voltar pra casa.</p>
<p>O fato é que cheguei a 3556 caracteres, contando espaços &#8211; o que está de bom tamanho para o texto semanal. Se vai agradar ou não, é outra história. Mas valeu ter chacoalhado a macieira.<br />
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